A prisão de ventre feminina, também conhecida por “intestino preso”, é um problema de saúde que acomete muitas meninas e mulheres. Esse tipo de disfunção é responsável por inchaços, sensação de desconforto, aumento do abdômen e dor ao evacuar. Além disso, em longo prazo, a prisão de ventre pode causar hemorroidas, diverticulite, fissuras anais e câncer de cólon.

Diversos fatores podem causar a prisão de ventre, como alterações hormonais ou timidez. Seja qual for o caso, o importante é procurar assistência médica assim que possível. Se os sintomas permanecem por muito tempo, além de complicações intestinais, pode haver uma diminuição da autoestima e da sensação de bem-estar.

Continue a leitura para descobrir quais são as explicações mais comuns para o surgimento da prisão de ventre e quais as medidas para combater esse desconforto. Boa leitura!

Principais causas

Vergonha

Muitos médicos apontam que a principal causa para o surgimento do “intestino preso” é a timidez de muitas meninas. Meninas e mulheres tendem a sentir vergonha quando precisam usar o banheiro fora de casa, preferindo controlar as suas necessidades fisiológicas.

Se essa prática se torna um hábito diário, é comum que o intestino simplesmente pare de funcionar quando a mulher sai de casa para o trabalho ou para uma viagem. Nesses casos, o importante é deixar a vergonha de lado e usar o banheiro sempre que sentir vontade. 

Alimentação e sedentarismo

A alimentação desbalanceada e a falta de atividade física regular são outros fatores bastante associados com o surgimento da prisão de ventre feminina. Alimentos ultraprocessados, como biscoitos, embutidos, doces e produtos instantâneos, são ricos em farinha de trigo branca, açúcares, óleos e sal.

Esses ingredientes são de difícil digestão e irritam o intestino, dificultando os movimentos peristálticos — movimentos involuntários do esôfago e intestino que empurram o alimento ao longo dos órgãos do sistema digestório. Com o mal funcionamento do intestino, as fezes demoram para atingir o cólon e perdem mais água, causando o seu ressecamento.

O sedentarismo é outro fator que atrapalha bastante o funcionamento do intestino. Ao praticar atividades físicas, há uma melhora da circulação sanguínea em todo o corpo, estimulando o peristaltismo intestinal.

Disfunções hormonais e outras doenças

Mulheres são mais acometidas pela prisão de ventre porque elas sofrem mais variações hormonais ao longo dos meses, com os ciclos menstruais, e dos anos, com gravidez e menopausa.

Por exemplo, os hormônios sexuais femininos afetam os movimentos peristálticos do intestino, deixando esse órgão com o funcionamento mais lento durante o período menstrual. 

Já as mulheres grávidas, além da alteração hormonal, estão com o útero expandido pressionando o intestino, o que dificulta ainda mais o seu funcionamento.

Algumas outras doenças, como hipotireoidismo e problemas neurológicos e musculares, também podem provocar disfunções intestinais. Assim, o ideal é procurar um médico especialista para que a causa da prisão de ventre seja identificada e para que o problema possa ser resolvido adequadamente.

Como combater a prisão de ventre feminina?

Sempre que houver sintomas de “intestino preso”, a principal recomendação é procurar um especialista que possa dar orientações assertivas sobre o quadro clínico de cada pessoa. No entanto, algumas dicas simples e rápidas podem resolver ou evitar o problema.

O primeiro ponto é evitar medicamentos e laxantes artificiais sem prescrição médica. O uso desses remédios pode auxiliar pontualmente, mas não tornam o intestino mais sadio. Ao contrário, pode-se criar uma dependência do organismo com relação ao uso desses medicamentos, de modo que o intestino só funcione quando algum laxante artificial for ingerido.

O mais recomendado, é manter uma alimentação balanceada, com ingestão de muitas fibras insolúveis, presentes em saladas e cascas de frutas, e de muita água. Por fim, pratique exercícios físicos diariamente e durma ao menos 8 horas por noite.

A prisão de ventre é uma doença comum, mas que não pode ser negligenciada. A dificuldade ao evacuar, além de gerar muito desconforto, está associada a uma série de complicações a longo prazo. O ideal é procurar um médico e manter hábitos de vida saudáveis.

Gostou desse conteúdo e quer saber como criar novos hábitos para combater a prisão de ventre feminina? Leia nosso artigo com dicas sobre como ter uma alimentação mais saudável.