A perda involuntária da urina é um problema comum, mas que pode causar muitos constrangimentos. O distúrbio atinge cerca de 10 milhões de brasileiros de todas as idades e é mais recorrente em mulheres e idosos. No entanto, você não precisa sofrer com ele para sempre. O primeiro passo do tratamento para incontinência urinária é admitir que existe um problema e procurar um médico.

O distúrbio causa um grande impacto social no indivíduo que, muitas vezes, por medo de acidentes, acaba deixando de lado a prática de esportes e o convívio social. Quer entender melhor o que é essa disfunção, por que ela acontece, quais os sintomas e qual o melhor tratamento? Nós tiramos todas as suas dúvidas no post a seguir. Confira!

O que é a incontinência urinária?

A incontinência urinária é uma perda involuntária da urina pela uretra. O problema pode acontecer por causas variadas e aumenta progressivamente com a idade, acometendo um em cada três idosos. É mais comum em mulheres, que apresentam duas vezes mais chances de sofrerem com a incontinência do que os homens. 

Existem diferentes tipos de incontinência, sendo os principais:

  • incontinência de esforço: ocorre durante atividades como tossir, espirrar, rir e realizar esforço físico;
  • incontinência de urgência: o indivíduo sente uma necessidade súbita de urinar e a bexiga se contrai instantaneamente, levando a perda involuntária da urina;
  • incontinência de sobrefluxo: a bexiga não se esvazia por completo, levando ao gotejamento;
  • incontinência mista: ocorre mais de um tipo de incontinência urinária.

Quais as principais causas?

Existem fatores variados que atuam como causadores da perda involuntária da urina, entre eles, a ingestão de alimentos, bebidas e medicamentos que agem como diuréticos e podem aumentar o volume de urina, provocando incontinências momentâneas. Infecções do trato urinário, prisão de ventre e estresse também podem levar a essa condição, contudo, o problema é facilmente tratável.

Casos mais graves, em que a disfunção é persistente, podem estar relacionados à alterações como:

  • gravidez;
  • parto;
  • obstrução do trato urinário;
  • envelhecimento;
  • menopausa;
  • histerectomia;
  • aumento ou câncer da próstata;
  • distúrbios neurológicos.

Como é diagnosticado e qual o melhor tratamento para incontinência urinária?

Mesmo que não se sinta confortável em falar sobre o assunto, é preciso procurar um médico caso o problema esteja afetando sua qualidade de vida. A avaliação inicial é feita com base na história clínica do paciente e exames físicos e laboratoriais.

O médico fará uma avaliação da condição clínica e do impacto do distúrbio na qualidade de vida do paciente para verificar a necessidade de tratamento. Existem casos leves em que o tratamento é desnecessário, já em outros, a incontinência pode ser uma manifestação de problemas mais graves, e o tratamento se torna essencial.

Ele inclui mudanças comportamentais como diminuição da ingestão de líquidos, realização de micções periódicas, tratamento de obstipação, diabetes e obesidade. Além disso, pode ser indicada a fisioterapia para fortalecimento do assoalho pélvico e estimulação elétrica.

O uso de remédios é indicado nos casos de incontinência de urgência e problemas prostáticos. Já o procedimento cirúrgico é recomendado apenas em casos mais complexos ou que não obtiveram uma boa resposta aos tratamentos anteriores.

A perda involuntária da urina é um problema bastante comum, que pode ter causas variadas e afeta, principalmente, os idosos. Além de visitar o médico e buscar o melhor tratamento para incontinência urinária, o paciente pode adquirir alguns produtos que minimizam o impacto social, aumentam a segurança no caso de acidentes e melhoram a qualidade de vida, como lençóis impermeáveis, absorventes masculinos e roupas íntimas descartáveis.

Gostou das nossas dicas? Escreva nos comentários quais outros artigos sobre saúde você gostaria de ver por aqui.