Basta uma rápida pesquisa para se deparar com diversos tipos de muletas disponíveis no mercado. O dispositivo, utilizado como apoio para o corpo, é essencial para que pessoas com deficiência ou em fase de recuperação de lesões e cirurgias possam se movimentar com maior equilíbrio e confiança.

Além disso, elas ajudam a distribuir melhor o peso do corpo, evitando a sobrecarga nas articulações. Isso, por sua vez, ajuda a diminuir as chances de eventuais problemas no quadril.

Pensando no processo de escolha e sabendo a importância de contar com um equipamento de qualidade, reunimos neste post as principais informações que podem ajudar você a decidir pelo melhor modelo. Acompanhe!

Quais são os tipos de muletas?

Existem as axilares e as canadenses, sendo que este último modelo é conhecido principalmente como muletas de antebraço. Cada tipo possui suas particularidades, que devem ser levadas em consideração no momento da escolha. Portanto, é preciso primeiro entender qual é a necessidade e, a partir disso, identificar qual dos modelos consegue atendê-la.

Axilares

Permitem que a pessoa ande sem precisar apoiar os membros inferiores. Embora fique posicionada nas axilas, não é essa região que deve suportar o peso durante o caminhar. A carga deve ser suportada pelos braços, a axila tem a função de dar estabilidade.

Antebraço

Considerada menos incômoda que o modelo anterior, a muleta canadense é ideal para quem pode encostar os pés no chão. Ou seja, para quem pode distribuir a carga entre a muleta e os membros inferiores.

Sua anatomia permite que as mãos fiquem mais livres, pois há um suporte para o antebraço que ajuda a manter a posição da muleta.

BENGALAS E MULETAS

Qual a diferença entre andador, bengala e muleta?

Embora todos sejam dispositivos utilizados para dar maior liberdade de movimento e equilíbrio, existe um ideal para cada pessoa e situação. O andador, por exemplo, é uma alternativa para quem precisa de um apoio maior, pois apresenta 3 ou 4 pontos de contato com o solo. Com ele, o peso é retirado dos membros inferiores.

Já a bengala é indicada para casos em que a pessoa apresenta fraqueza nas pernas, dor, lesão ou algum problema no equilíbrio. Ajuda na redistribuição do peso e na redução da carga nas articulações.

Por fim, a muleta é uma boa opção para quem precisa de estabilidade para caminhar e utiliza os braços para propulsão e apoio. Requer, entretanto, uma certa força no braço. Essa característica faz com que o equipamento não seja muito utilizado por pessoas idosas.

No geral, é ideal para pessoas com deficiência e também para quem está em fase de recuperação de lesões e cirurgias. Afinal, esse período requer cuidado para que ocorra uma cicatrização adequada das estruturas e a muleta contribui no sentido de possibilitar maior segurança na movimentação.

Como funciona a adaptação com as muletas?

A fase de escolha da muleta é importante, mas o uso também requer alguns cuidados que garantem uma adaptação segura e livre de dor. Para isso, algumas dicas podem ajudar. Porém, elas não dispensam a necessidade de ter um equipamento de qualidade à disposição:

  • não apoiar o peso nas axilas;
  • não apoiar o peso nas axilas;
  • colocar as muletas à frente quando estiver parado;
  • não andar rápido demais;
  • utilizar os punhos para ter mais apoio.

Outro aspecto que merece atenção é a dimensão do apoio das mãos e também do antebraço. É preciso que ela seja adequada à dimensão corporal da pessoa, pois o uso incorreto pode oferecer alguns riscos. Para além disso, a distância entre a muleta e a parte lateral do pé deve ter cerca de 10 centímetros. Esse espaço é fundamental para evitar tropeços.

Conhecer os tipos de muletas é o primeiro passo para acertar na escolha. O próximo é entender a sua necessidade e até mesmo conversar com o profissional responsável pelo tratamento para sanar algumas dúvidas.

Agora que você sabe mais sobre os tipos de muletas, que tal conhecer as nossas opções?