O direito de ir e vir faz parte das garantias fundamentais para qualquer pessoa. Contudo, por conta da precariedade da mobilidade urbana para PCDs, assegurar uma livre circulação a pessoas portadoras de deficiências ainda é um desafio. Um dos principais problemas enfrentados é em relação a questões de acessibilidade para cadeirantes.

Calçadas estreitas e ausência de rampas de acesso são apenas algumas das adversidades enfrentadas diariamente por quem precisa se deslocar em uma cadeira de rodas. Todos esses obstáculos tornam a rotina desgastante, transformando tarefas simples em verdadeiros desafios.

A seguir, listamos algumas das questões que precisam de atenção e, se resolvidas, podem tornar a vida dos cadeirantes muito mais fácil.

1. Dificuldade para entrar no transporte público

Utilizar o transporte público é um dos principais desafios enfrentados. Algumas cidades já têm frotas de ônibus adaptadas com rampas de acesso, elevadores e espaços específicos para que o cadeirante faça sua viagem de forma segura. Mas, ainda assim, esse sistema apresenta problemas.

Apesar de a acessibilidade ser um direito previsto em lei, é comum encontrarmos ônibus com elevadores quebrados e motoristas despreparados. Outro problema é a longa espera até que, enfim, surja um veículo adaptado e preparado para receber a pessoa com deficiência.

2. Calçadas estreitas

Calçadas irregulares, estreitas e obstruídas são mais uma questão recorrente que torna difícil a mobilidade urbana para PCDs. Muitos locais até contam com rampas de acesso e espaço para a cadeira de rodas circular, mas o cadeirante pode se deparar com um poste ou mesmo uma placa obstruindo a passagem no meio do percurso.

Além disso, é preciso que as calçadas sejam niveladas e facilitem a movimentação. As ruas de paralelepípedos, por exemplo, trazem problemas para o cadeirante devido à trepidação da cadeira. Como resultado, corre-se o risco de ocasionar quebras no material e até lesões na coluna da pessoa.

3. Perigo ao atravessar a rua

Se já é difícil para as pessoas sem deficiência atravessarem a rua no tempo disponibilizado pelos semáforos, imagina para um cadeirante, que muitas vezes encontra obstáculos na travessia.

Semáforos que abrem rápido demais, ruas esburacadas e a falta de rampas de acesso podem tornar o trajeto não só um processo desafiador, mas também muito perigoso para quem depende de uma cadeira de rodas.

4. Falta de empatia dos pedestres e motoristas

Por fim, o maior desafio talvez seja enfrentar o preconceito e a falta de empatia da sociedade em geral. Motoristas de transporte público despreparados, carros parados em frente às rampas de acesso ou nas vagas para deficientes e passageiros sem paciência para aguardar o embarque dos cadeirantes são só alguns exemplos das inúmeras dificuldades encontradas ao longo dos dias.

Vale ressaltar que os espaços devem se adequar aos portadores de deficiências — e não o contrário. É preciso mudar as políticas públicas para melhorar a mobilidade urbana para PCDs, possibilitando um deslocamento seguro e confortável. Mais do que isso, é necessário investir em programas de conscientização para alcançarmos uma comunidade empática e aberta aos problemas dos portadores de deficiência.

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