A lesão muscular é, muitas vezes, a grande causa da interrupção dos treinos de quem pratica atividades físicas, seja amador ou profissional.

Ela ocorre quando, por algum motivo, as fibras musculares se rompem fazendo com que o músculo perca parte ou totalmente a sua função.

Os fatores que levam às lesões musculares podem ser externos — como uma pancada forte — ou internos — como o esforço além do suportado pelo músculo.

Neste post, vamos falar mais sobre o assunto, acompanhe!

Quais são os tipos de lesão muscular?

Elas podem ser classificadas em crônicas e agudas, sendo a aguda quando a recuperação é feita dentro de três semanas e a crônica quando leva mais tempo.

Existem quatro tipos de lesões musculares:

Estiramento

Ocorre quando há o alongamento exagerado das fibras musculares, gerando dor no local, que piora com o esforço.

Tem menos de 5% das fibras musculares afetadas e, geralmente, não há hematoma.

Distensão

É muito semelhante ao estiramento, o que difere uma da outra é que neste caso a quantidade de fibras musculares afetadas é bem maior, podendo chegar a mais de 50%.

Contusão

É considerada uma lesão traumática aguda em que o músculo recebe uma pancada de algum objeto ou até mesmo de alguma pessoa — em caso de esportes coletivos.

Pode ser classificada em leve, moderada ou severa de acordo com a intensidade do choque e o tempo para recuperação.

Ruptura

Envolve o rompimento total das fibras musculares, sendo a mais difícil de acontecer.

Qual é a gravidade?

Podemos considerar três graus de gravidade:

Grau I

Quando até 5 % das fibras musculares são rompidas. Não há inchaço, nem perda de função e a dor é menor.

Grau II

Pode afetar de 5% a 50% das fibras musculares, ocasionando edema, dores e perda parcial da função.

Grau III

É a ruptura total ou de grande parte das fibras musculares, gerando dor intensa, inchaço, hemorragia e a perda total da função do músculo, podendo ser necessária a cirurgia para recuperação.

Como é feito o tratamento?

Depende do tipo e do grau da lesão. Se for algo leve, parar a atividade e colocar compressa de gelo e pomada específica é o suficiente. Já nos casos de lesões mais intensas, geralmente se usa o protocolo PRICE:

  • proteção (Protection): proteção do músculo para evitar novos traumas;
  • descanso (Rest): repouso total ou do músculo lesionado para a recuperação;
  • gelo (Ice): compressas de gelo várias vezes ao dia para diminuir o edema e hematomas;
  • compressão (Compression): pode ser usada faixa elástica ou bandagem para limitar o edema;
  • elevação (Elevation): elevação do membro afetado para evitar o inchaço e melhorar a circulação venosa.

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Quando se pode voltar aos exercícios físicos?

Tudo dependerá do grau de gravidade da lesão, sendo que nas mais leves é possível retomar as atividades quando não houver mais dor e for possível movimentar o músculo normalmente.

No entanto, nas lesões mais graves é imprescindível o acompanhamento de um ortopedista, que saberá qual é o momento certo para que se possa voltar a fazer atividade física.

É importante lembrar que a retomada das atividades deve ser de maneira gradual, com exercícios de menor intensidade. É importante também fazer o aquecimento e o alongamento corretamente antes da prática.

Como evitar a lesão muscular?

A causa da maioria das lesões está no esforço exagerado do músculo e na falta de aquecimento e alongamento antes de iniciar as atividades físicas. Contudo, outros cuidados devem ser tomados como:

  • não aumentar a carga ou intensidade dos exercícios em mais de 10% entre as semanas;
  • praticar a musculação para o fortalecimento dos músculos;
  • quem está acima do peso não deve fazer exercícios de alto impacto;
  • ter uma alimentação saudável e equilibrada para a correta manutenção dos músculos, além da hidratação adequada.

A lesão muscular pode ser dolorosa e causar transtornos na vida dos amantes das atividades físicas. Por isso, saber a hora de retomá-las e tomar os cuidados para evitá-las são as melhores maneiras de se manter sempre ativo.

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