Viajar é uma experiência que sempre rende muitas memórias agradáveis. No entanto, para garantir isso, alguns cuidados são indispensáveis. Quando se trata de uma viagem de pessoas com deficiência, por exemplo, é preciso um planejamento com foco em algumas questões específicas para garantir não apenas boas lembranças, mas também conforto, praticidade e segurança.

Quer conhecer quais são essas questões específicas que merecem atenção? Então, continue a leitura para conferir as principais informações que você precisa saber sobre o assunto e nossas dicas para ter uma experiência agradável!

O que é turismo acessível?

O turismo acessível é um conceito amplo que envolve uma grande variedade de medidas que têm como finalidade proporcionar a viagem de pessoas com deficiência para diferentes lugares do mundo.

Entre os tipos de deficiência física e intelectual existentes, podemos citar alguns como:

  • nível de visão: baixa visão ou cegueira;
  • nível auditivo: deficiência total ou parcial da audição;
  • nível motor: incapacidade física ou motora;
  • nível mental: atividades perceptivas, cognitivas ou linguísticas afetadas.

Para que sejam aplicadas as medidas necessárias de inclusão e acesso a essas pessoas, é preciso que haja a participação de diferentes elementos que compõem o setor turístico.

Quais adaptações são necessárias para acomodar pessoas com deficiência?

É importante que o local respeite algumas exigências, como:

  • não utilize carpetes felpudos, pois evita transtornos para hóspedes com movimentação limitada;
  • rampas e elevadores para facilitar o locomoção nas dependências do local;
  • móveis do quarto disponibilizados de modo que ofereça circulação para a cadeira de rodas;
  • maçanetas com o formato de alavanca e uma espaço de pelo menos 60 centímetros para que o usuário de cadeira de rodas atenda à porta;
  • espelhos inclinados e pias suspensas a 80 centímetros do piso;
  • banheiro com cabines adaptadas e o sanitário localizado na parede menor — as barras de apoio devem estar instaladas próximas ao vaso;
  • cobertores e toalhas a altura fácil de serem pegas;
  • funcionários com treinamento para atender adequadamente aos turistas com deficiências.

Por que planejar a viagem de pessoas com deficiência?

O planejamento é importante porque evita transtornos desagradáveis, como chegar ao hotel e identificar que não tem acessibilidade. Também, descobrir, só ao chegar ao destino final, que o transporte público não é adaptado.

Em um primeiro momento, planejamento parece relacionado apenas a questões como o dia e o horário de viagem, a preparação de roteiro e as malas. No entanto, aqui, o ato de planejar ganha outro significado. De modo geral, verifique todas as opções oferecidas pela cidade. Hotéis, pontos turísticos e meios de transporte são ótimas referências para saber se o local é uma boa escolha.

Onde encontrar turismo acessível?

Apesar dos esforços do Governo Federal para que os estabelecimentos tenham consciência sobre a necessidade de tornar suas instalações acessíveis a todos, no Brasil ainda há poucas cidades que atendem às necessidades de uma viagem de pessoas com deficiência.

Em Recife, por exemplo, existe um projeto chamado “Praia sem Barreiras”, que foi iniciado em 2013, com o auxílio da prefeitura. A iniciativa tem como objetivo garantir o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida às praias.

Em Boa Viagem, a principal praia da região, esse público pode ter contato com o mar graças ao programa. Felizmente, outros pontos turísticos famosos também já contam com o projeto, como:

  • Porto de Galinhas;
  • Fernando de Noronha;
  • Jaboatão dos Guararapes;
  • Tamandaré.

Em razão da realização dos Jogos Paralímpicos, o Rio de Janeiro é uma das cidades com maior acessibilidade do país. As programações variam desde museus com entrada facilitada à visitação de locais históricos. Entre as atividades, podemos citar:

  • práticas esportivas de surf adaptado nas praias do Leblon e da Barra;
  • Projeto Praia para Todos, em Copacabana e na Barra, com acesso até o banho de mar com cadeiras anfíbias;
  • passeio no Caminho Dom Pedro Augusto e no parque Nacional da Tijuca.

Outra cidade que está no caminho da acessibilidade é Curitiba. Atualmente, o sistema de transporte já opera quase integralmente respeitando o formato, oferecendo recursos como placas em braile, sinais luminosos e elevadores para pessoas com mobilidade reduzida.

Por onde começar?

Pelo mais simples e comum: escolhendo o lugar. A partir disso, defina o tempo de viagem e liste os principais pontos turísticos. Depois de definir esses detalhes, é só verificar se é possível usufruir de tudo com segurança e conforto. Não sabe como verificar isso? Basta seguir as dicas abaixo!

1. Avalie a acessibilidade dos meios de transporte

Essa dica é válida tanto para o transporte utilizado para chegar até o destino quanto para aqueles existentes na cidade. No caso de uma viagem de avião, por exemplo, confirmar com a companhia aérea se os assentos são adaptados agiliza o processo e evita dores de cabeça.

Quanto aos meios de transporte da cidade para onde se está indo, uma pesquisa rápida é suficiente para saber como é a questão da acessibilidade em metrôs, ônibus e carros. 

2. Busque opções de hospedagem adequadas

Não importa se a escolha for um hotel ou uma pousada. O importante é estar atento às adaptações. Pergunte, no momento da reserva, sobre as adaptações do espaço geral e dos quartos. Por exemplo, se há barras de apoio nos banheiros ou rampa de acesso alternativo às escadas.

Além disso, questione sobre os funcionários. Trabalhadores treinados e capacitados para oferecer assistência, mesmo que pequena, podem ajudar nos dias de estadia.

3. Não se esqueça de alguns itens importantes

Roupas mais soltas e confortáveis tornam a viagem mais agradável. Sendo assim, é um fator que merece atenção. Procure também ter uma carta do médico ou especialista, muito útil caso algum agente aeroportuário faça questionamentos.

4. Conheça os direitos

Os direitos das pessoas com deficiência são muitos. Conhecê-los é fundamental para fazer com que sejam cumpridos. Afinal, apenas desse modo é possível exigir tudo aquilo que está previsto na lei. Alguns dos direitos relacionados à temática de viagem são: 

  • uma lei regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) garante que os ônibus devem estar adaptados com rampa móvel, plataforma elevatória e cadeira de transbordo;
  • nas viagens de ônibus, as empresas não podem cobrar valores extras para o transporte de equipamentos como muletas ou cadeiras de rodas.

Como escolher um hotel com acessibilidade?

Antes de finalizarmos este artigo sobre as melhores dicas para viagem de pessoas com deficiência, confira a seguir o que fazer na hora de escolher um hotel com acessibilidade:

  • observe atentamente o site do estabelecimento: os hotéis acessíveis costumam fornecer detalhes importantes sobre esse aspecto;
  • ligue para o hotel para tirar dúvidas: uma simples ligação pode evitar estresse e problemas desnecessários que poderiam estragar a experiência da viagem;
  • prefira hotéis de grandes redes;
  • escolha hotéis com certificado de acessibilidade: documentos emitidos que comprovam o atendimento correspondente e a adaptação das edificações, conforme os parâmetros de acessibilidade.

Como vimos, o segredo para o sucesso da viagem de pessoas com deficiência é o planejamento. Feito isso, é só aproveitar tudo o que o novo lugar oferece: restaurantes, pontos turísticos, novas pessoas e oportunidades.

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Cadeiras de rodas