O que faz você evoluir? Em algum momento, você já se questionou sobre isso? Caso a resposta seja não, reflita um pouco e pense no papel dos obstáculos na vida de todos nós. Afinal, em algum momento, eles surgem e a nossa reação diante deles pode determinar o sucesso da fase seguinte. Embora as adversidades dificilmente sejam as mesmas para todas as pessoas, os desafios da pessoa com deficiência seguem um certo padrão.

A seguir, conheça os principais deles e também formas de contorná-los a fim de transformá-los em oportunidades!

Falta de acessibilidade

Visualizar a falta de acessibilidade é simples, basta tomar como exemplo a rotina de um cadeirante. Pense: todos os estabelecimentos estão adaptados? E os meios de transporte? A resposta, geralmente, é não. E justamente para mudar esse cenário que surgiu, em 2000, a Lei de Acessibilidade. Basicamente, ela busca promover o acesso facilitado aos diferentes espaços.

A realidade, entretanto, mostra que a lei não é plenamente cumprida. Não é difícil ver uma loja ou uma calçada sem rampa de acesso. Ou ainda, calçadas com desnível dificultando a locomoção. Essa falta de planejamento urbano afeta diretamente a autonomia de deficientes. Na verdade, a falta de acessibilidade é um dos maiores desafios da pessoa com deficiência.

Preconceito no meio social

Em muitos casos, as relações no meio social são caracterizadas por uma dificuldade que parte de ambos os lados. O deficiente físico encontra uma espécie de barreira para se adaptar à sociedade. Esta, por sua vez, também enfrenta dificuldades nesse processo, mas elas são resultado do preconceito que muitas pessoas carregam consigo.

A inclusão social é a melhor forma de contornar essa situação, pois possibilita ao deficiente mostrar suas potencialidades e permite que os demais o vejam para além de sua condição. Infelizmente, a falta dessa inclusão é o que mais se percebe. A consequência é um abalo no bem-estar mental e físico dessas pessoas, que passam a experienciar emoções negativas decorrentes dessa situação.

Inclusão no mercado de trabalho

Desde 1991, existe uma lei que exige que empresas com mais de 100 funcionários contratem pessoas portadoras de deficiência. Na prática, infelizmente, a medida não é sempre cumprida. Em alguns casos, apesar do cumprimento, muitos desafios surgem devido ao despreparo da maioria das equipes para lidar com um grupo heterogêneo de pessoas.

Todas essas dificuldades limitam a pessoa com deficiência, pois a impedem de exercer o seu lado profissional, fazendo com que ela se sinta pouco produtiva e útil. Quando a equipe consegue superar esses desafios o benefício é imenso, pois há o cultivo de diferentes pontos de vista, experiências e opiniões, o que amplia a visão de todos.

Superando os obstáculos

Os desafios da pessoa com deficiência não devem ser entendidos como limitantes, menos ainda como algo que impede a busca por mais autonomia e bem-estar. Existem alguns passos que podem ajudar nesse processo, confira!

Autoconhecimento

Em alguns casos, por conta dos desafios, é comum que surjam problemas de autoestima e autoconfiança. Para driblar todos eles, é fundamental desenvolver inteligência emocional. Basicamente, significa aprender a lidar com as próprias emoções (e compreender a dos outros) e usufruir delas.

Para isso, é preciso conhecer a si mesmo. Iniciar identificando quais são as próprias limitações (físicas, emocionais) é um bom começo. Depois é o momento de focar nas potencialidades e visualizar todas as conquistas anteriores. Isso ajuda a enxergar o próprio potencial e também a motivar para futuras conquistas.

Conhecimento dos seus direitos

A superação também pode estar do lado externo. Há situações nas quais é preciso reivindicar os direitos a fim de usufruir daquilo que está previsto em lei. Para isso, é preciso saber quais são as normas que visam promover qualidade de vida à pessoa com deficiência. Conhecer, por exemplo, o que diz no Estatuto da Pessoa com Deficiência e a Lei de Acessibilidade é essencial.

Mas, aos poucos, os desafios da pessoa com deficiência vêm recebendo atenção tanto da mídia quanto da sociedade como um todo. É preciso, portanto, que aqueles que possuem alguma deficiência continuem reivindicando o seu espaço e mostrando, na prática, que nenhuma deficiência define quem alguém é.

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