Você já reparou no quanto o nosso corpo é inteligente? Já pensou no papel de cada sintoma e sinal que ele emite? A dor, por exemplo, é um indicativo de que algo não está bem. O surgimento repentino e limitado indica uma dor aguda, que tem como função alertar sobre a existência de alguma disfunção no organismo. Entretanto, às vezes ela dura mais que o esperado e não tem essa função de aviso. Nesses casos, estamos diante das dores crônicas.

Esse tipo de dor geralmente não tem uma causa demonstrável em exames, embora possa ser o sintoma de alguma doença existente. Se identificou com a descrição? Então, continue a leitura e confira algumas informações que vão ajudar você a lidar com essas dores!

As principais dores crônicas e a incidência em pessoas com deficiência

Na lista dos incômodos mais comuns estão as dores de cabeça, enxaquecas e aquelas que afetam a região lombar e as articulações. Pessoas que passam a maior parte do dia sentadas em cadeiras de rodas, por exemplo, ficam muito tempo em posições que nem sempre são confortáveis para o corpo e esse é um dos motivos relacionados com a alta incidência de dores crônicas em pessoas com deficiência.

Nesses casos, é importante um estilo de vida saudável para amenizar as dores. As atividades físicas são importantes nesse sentido porque fazem o corpo liberar endorfina, substância que é como um analgésico natural do corpo. No entanto, a prática requer alguns cuidados, como o respeito às limitações.

Como tratar e amenizar a dor crônica

O tratamento é importante para o bem-estar. Afinal, a dor é um tipo de incômodo que facilmente leva ao desânimo, depressão e irritabilidade. Felizmente existem muitas opções para ajudar quem convive com o problema, confira algumas!

Exercícios físicos

Como já foi mencionado, a atividade física faz o corpo liberar endorfina, por isso auxilia no controle da dor crônica. Entretanto, alguns cuidados são importantes, são eles:

  • respeitar as limitações físicas;

  • fazer acompanhamento profissional;

  • começar devagar e aumentar a duração e intensidade aos poucos, sempre com orientação.

Fortalecimento muscular

Orientado por um profissional, esse fortalecimento protege as estruturas ósseas, ajudando a diminuir e até mesmo evitar a dor. Faz com que o movimento nas articulações seja mais harmônico, gerando menos estímulo doloroso.

Medicamentos

A necessidade de medicação é avaliada sempre pelo médico responsável e o remédio utilizado é escolhido com base no quadro apresentado por pessoa. Sendo assim, a automedicação não é uma prática aconselhável, sendo inclusive uma atitude que pode piorar a situação.

Fisioterapia

Promove o alívio da dor utilizando exercícios, alongamentos, acupuntura, ventosaterapia e também técnicas como laser, ultrassom e estimulação nervosa transcutânea.

Para além dessas alternativas, ter uma alimentação equilibrada e controlar doenças como diabetes e hipertensão são atitudes importantes e que contribuem com o tratamento.

Massageador corporal

Principais erros cometidos no tratamento

Evitar tratamentos complementares, procurar muitos especialistas ou simplesmente esperar a dor passar são erros muito comuns. No entanto, não são os únicos. Confira outros logo abaixo.

Automedicação

Tomar remédio por conta própria faz com que o organismo se acostume ao medicamento e perca os mecanismos próprios para regular a dor. Nesses casos, para “corrigir” o erro, o médico precisa fazer uma desintoxicação, suspendendo todos os remédios usados.

Dispensar a fisioterapia

A maioria das pessoas prefere aderir apenas ao tratamento medicamentoso e desiste da fisioterapia. Embora seja um processo lento, se há uma indicação para o seu caso, certamente é relevante.

Não se exercitar

A dor que muitas pessoas sentem ao se exercitar é, muitas vezes, utilizada como motivo para interromper as atividades físicas. No entanto, a movimentação é importante justamente por ajudar no tratamento, cuidado e prevenção desse desconforto.

As dores crônicas afetam muitas pessoas no mundo todo. Embora existam possibilidades de tratamento, boa parte dessas pessoas ainda não sabem como proceder e acabam adiando a busca por ajuda. Nossa dica, portanto, é sempre procurar a ajuda profissional para ter auxílio e iniciar o tratamento adequado.

Você tem ou teve alguma dor crônica? Se identificou com alguma parte do texto? Compartilhe a sua experiência com a gente nos comentários!