Diariamente, o transporte público é responsável por permitir que diversas pessoas consigam ir de um lugar a outro, seja para trabalhar ou a passeio. Entre todas elas, algumas têm necessidades específicas, como no caso das pessoas com deficiência. É nesse cenário que a acessibilidade nos transportes públicos se torna um assunto importante.

Que tal entender mais sobre o assunto? Use as informações a seguir para refletir sobre o quanto a acessibilidade é importante hoje em dia e precisa ser debatida!

Por que a acessibilidade nos transportes públicos é importante?

Por meio da acessibilidade, as pessoas podem se locomover sem esbarrar em obstáculos (físicos ou financeiros). Nesse sentido, cabe pensar que se trata de algo importante não apenas em relação ao acesso físico aos veículos, mas também quanto aos valores cobrados pelo serviço.

Tal questão é fundamental, pois grande parte da população (especialmente idosa, que é outro público que se beneficia da acessibilidade) ainda sofre com problemas decorrentes da má distribuição de renda.

Respondendo de forma mais direta: a acessibilidade nos meios de transporte é relevante porque permite que idosos, cadeirantes e pessoas com diversas outras necessidades consigam ter qualidade de vida ao se locomoverem com mais independência e autonomia.

O que diz a Lei da Acessibilidade?

A lei estabelece normas e critérios cuja finalidade é promover acessibilidade a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Criada em 2000, a norma classifica as barreiras em quatro grandes categorias: urbanísticas, nas edificações, nas comunicações e nos transportes. No momento, é esta última que nos interessa.

Basicamente, tanto essa lei quanto o Estatuto da Pessoa com Deficiência determinam que as empresas tenham veículos com acessibilidade. Isso vale não apenas para ônibus, mas no caso de trens, táxis e metrô. Quanto aos assentos preferenciais, algumas das regras são:

  • ônibus: no mínimo dois assentos indicados e próximos à porta de embarque/desembarque;
  • avião: um assento preferencial a cada 30 poltronas.

Infelizmente, apesar de todas essas exigências, um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017 revelou que 88,2% das cidades não têm frotas adaptadas.

Com isso, fica claro que a Lei de Acessibilidade não é cumprida em todos os locais. O levantamento mostra que a região Sudeste conta com o maior percentual. Já o Nordeste fica no outro extremo: 56,6% dos municípios sem qualquer tipo de adaptação.

Uma cidade considerada modelo no quesito acessibilidade é Curitiba. A capital do Paraná dispõe de veículos com estruturas adaptadas para receber pessoas com necessidades físicas, auditivas e também visuais.

Quais são as dificuldades das pessoas com deficiência no transporte coletivo?

Embora pareça que a falta de acessibilidade em algumas cidades seja a principal dificuldade, os obstáculos vão além. A falta de preparo dos profissionais e da sociedade de modo geral, que não cede o lugar a quem tem direito, são apenas alguns dos problemas enfrentados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Um exemplo é o desconhecimento da lei que permite a pessoas com deficiência visual embarcarem com o cão guia nos coletivos. Muitos funcionários negam esse direito, além de tantos outros que ignoram tais pessoas nas paradas.

Assim, vemos que a dificuldade não é só física ou restrita à falta de infraestrutura. Por esse motivo, o conceito de acessibilidade é amplo e não fala apenas do acesso físico aos veículos, mas de sistemas acessíveis, informações compreensíveis por todos e treinamento específico para colaboradores.

Como resultado, é possível proporcionar uma experiência digna, segura e verdadeiramente adaptada. Apenas a partir desse conjunto de fatores será viável afirmar que é oferecida acessibilidade nos transportes públicos.

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