O joanete é um grande vilão dos pés, principalmente dos femininos. Isso porque ele causa um verdadeiro incômodo nas atividades do dia a dia, inclusive naquelas mais simples, como caminhar pequenas distâncias e usar sapatos fechados para trabalhar, por exemplo.

Esse problema ortopédico é caracterizado por uma deformação da parte externa do dedão, que causa dor, vermelhidão e muito desconforto. Embora seja mais frequente entre as mulheres, alguns homens com predisposição genética também podem apresentar a doença.

Neste artigo, vamos responder cinco dúvidas muito comuns sobre o joanete. Venha conferir!

1. O que é joanete?

O joanete, cujo nome científico é hálux valgo, é uma deformidade que se forma na articulação do dedo maior. Tal deformação é fruto de um desvio lateral do dedão, de forma que a sua ponta se inclina em direção ao segundo dedo, enquanto a base se move em direção contrária, ou seja, para o lado exterior.

Como consequência desses desvios, surge uma saliência óssea — que se parece com um calo ou caroço — em cima do osso externo do dedão.

Com o passar do tempo, as estruturas do pé se tornam cada vez mais desalinhadas. Assim, o dedo pode empurrar, se sobrepor ou ficar por baixo dos demais, gerando desequilíbrios para a distribuição do peso, o que prejudica as outras articulações do corpo.

O joanete pode ser bilateral ou afetar apenas um dos pés. Ele também provoca muito desconforto estético, visto que o dedão fica deformado.

2. Quais são as principais causas?

Essa é a deformidade óssea que mais acomete os pés, sendo que a frequência é maior entre mulheres do que entre homens. 

Atualmente, as causas exatas não são conhecidas, mas diferentes condições podem atuar como fatores predisponentes. Entre eles, o principal é a herança genética, uma vez que pessoas com histórico familiar têm maiores chances de desenvolver o problema.

Outras causas são:

  • desvios do quinto osso metatársico, aquele que se localiza na base do dedinho;
  • joanete congênita, ou seja, o bebê já nasce com o problema;
  • presença de doenças reumáticas, a exemplo da artrite reumatoide, do lúpus e da gota;
  • doenças neurológicas, tais como o acidente vascular cerebral (AVC) e a paralisia cerebral;
  • problemas anatômicos, como o pé chato ou plano e a fragilidade dos ligamentos;
  • má-formação congênita dos pés, como a hipermobilidade do primeiro raio, caracterizada pela alta mobilidade dos ossos do dedão.

Além disso, o uso frequente de salto — acima de 3,5 cm —, de sapatos de bico fino ou muito apertados pode atuar como fator de risco ou agravar o problema. Esse fato explica a maior frequência de joanete entre as mulheres.

É importante ressaltar que o uso de calçados desse tipo não é a causa do joanete. Muitas mulheres passam horas do dia com salto e não desenvolvem o problema. Eles apenas potencializam o aparecimento da doença em quem já tem uma herança genética.

3. Quais são os sintomas?

Existem casos em que o joanete é assintomático. Mas, quando presentes, os principais sintomas são:

  • saliência óssea parecida com um calo na base do dedão;
  • dor, vermelhidão, inchaço e calor na articulação acometida devido ao processo inflamatório que se instala na região;
  • formação de calos nos dedos e na planta dos pés;
  • pele do dedão com textura mais espessa;
  • rigidez do dedo afetado;
  • inclinação aparente do dedão em direção aos outros dedos;
  • dificuldade para usar sapatos fechados devido ao incômodo e às dores que ele provoca ao encostar e pressionar a região comprometida;
  • dificuldade para caminhar e praticar atividades físicas.

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4. Quais são os tratamentos para o joanete?

Existem dois tipos de abordagem para o tratamento do joanete: cirúrgico — também chamado de conservador — e não cirúrgico. A escolha entre essas duas opções depende de diversos fatores, tais como:

  • o tipo de sintomas apresentados;
  • a gravidade das deformações;
  • a idade, as condições clínicas e o estilo de vida do paciente.

Não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico não tem o intuito de corrigir as deformidades provocadas pelo joanete. Nessa abordagem terapêutica, o objetivo é eliminar os fatores agravantes, a fim de se reduzir os sintomas e trazer mais qualidade de vida para o paciente.

Dessa forma, o tratamento inclui:

  • evitar a utilização de salto e de sapatos de bico fino, muito justos e duros;
  • dar preferência para calçados mais confortáveis, com bico quadrado ou redondo e que não comprima os dedos;
  • fazer fisioterapia para reduzir o inchaço e melhorar o funcionamento do pé;
  • utilizar medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios;
  • usar compressas geladas para melhorar as dores e aliviar a inflamação;
  • usar protetores ortopédicos para diminuir o atrito com o calçado.

É importante lembrar que, geralmente, o joanete tende a evoluir. Por isso, os tratamentos não cirúrgicos ajudam a atenuar o problema, mas não são capazes de eliminá-lo.

Cirúrgico

O tratamento cirúrgico é recomendado para os quadros mais graves, ou seja, em que estão presentes as dores intensas ou a dificuldade de mobilidade. Assim, ele é realizado com o objetivo de corrigir as deformidades, restaurando o funcionamento adequado do pé, eliminando as dores e facilitando a vida do paciente.

Há diversas técnicas cirúrgicas — cerca de 100 — para melhorar o problema. A mais comum é o corte da proeminência óssea, com o posterior realinhamento do dedão. Em alguns casos, os tendões e tecidos da região são costurados. Em outros, o osso em excesso é quebrado para ser fixado de forma alinhada. 

pós-operatório exige alguns cuidados, como ficar alguns dias sem colocar os pés no chão. Aos poucos, o paciente pode vir a ter que usar muletas, e, na maioria dos casos, os médicos recomendam o uso da sandália de Baruk.

5. É possível prevenir o joanete?

É possível tomar alguns cuidados que podem reduzir os riscos de desenvolvimento do joanete. O principal deles continua sendo evitar o uso de sapatos apertados, de bico fino ou salto alto durante muitas horas, dando preferência para calçados ortopédicos e que acomodem bem os pés.

Outra dica é evitar utilizar o mesmo sapato por vários dias seguidos, pois isso gera um atrito sempre nos mesmos pontos do pé, o que favorece a ocorrência de lesões e deformidades.

Também é importante andar descalço sempre que possível, especialmente em locais em que o chão é irregular. Esse hábito auxilia no fortalecimento dos músculos, prevenindo os problemas ortopédicos.

Como você viu, o joanete é uma condição que, quando tratada, pode ser amenizada e até mesmo eliminada.

Para quem tem familiares com o problema, a principal dica é ficar sempre de olho nos pés. Ao menor sinal de desvios nos dedões, procure um profissional especializado. Assim, você terá maior chances de tratamento do seu joanete, garantindo qualidade de vida para o futuro!

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